A Gazeta do Povo noticiou hoje a polêmica gerada por um ....um...uma coisa que sabe-se lá como elegeu-se Senador pelo Estado do Paraná. Ao responder às tradicionais indagações promovidas pela imprensa, no cotidiano da vida política do Brasil, o fluxo de perguntas corria no sentido dos riscos de aumento de inflação, e, por corolário, questões afetas ao câmbio, às importações, ao consumo, que sempre estão na pauta do dia, e, como não poderia deixar de ser, posto que se trata de matéria estritamente vinculada ao controle inflacionário, aos gastos públicos.
Demos nomes aos bois, digo, aos muares que são direta ou indiretamente responsáveis não só pelas políticas públicas de controle da inflação, mas por prestar contas à sociedade acerca de seus posicionamentos políticos, econômicos, sociais, etc.: Roberto Requião, ao responder a uma pergunta sobre o aumento dos gastos públicos, posicionava-se no sentido de reputar "mais uma besteira" ventilada pelos seres comuns, quando foi indagado pelo repórter da Rádio Bandeirantes, Vitor Boyadjian, que chegou a elegantemente prenunciar que não poderia fugir do assunto, dada a sua vinculação com o tema "gastos públicos", qual era o seu posicionamento acerca da pensão vitalícia que os ex-governadores recebem, e que, no Paraná, está sendo judicialmente debatida.
justificou o seu recebimento pelo fato de estar pagando multas impostas "injustamente" pelo Poder Judiciário, qual seja, "acho justo que eu receba para poder pagar as multas que me foram impostas pelos erros que pratiquei no exercício de minha função".
O repórter tentou retomar o tema sob o ângulo da coerência da pensão (para ex-governadores) quando teve o seu gravador tomado pelo "Senador", que soltou algumas piadinhas, retirou a memória de gravação e saiu.
Sob o ângulo psicológico, comecei a imaginar como uma desequilibrada poderia governar um Estado da federação por duas vezes e, novamente, vir a ocupar um cargo que exige conhecimento, diplomacia, polidez, flexibilidade e que reflete o cérebro da nação brasileira. Eu encarnei a problemática e, como se diz por aí, assustei-me com a solucionática. Cá entre nós: é assustador que um ser desprovido de sensibilidade possa influenciar na criação de leis que nos obrigarão por longos tempos. Um ser, coisa, bicho ou algo que o valha que decidirá ou contribuirá para decidir o futuro do país. Truculento, estacionário , no sentido de parado no tempo no que tange ao processo do que há de evolucionário no ser humano. Portanto, um caso menos de polícia do que pertinente à antropologia.
Quando a Genetriz se propõe a debater a figura do Estado, está a exercitar o mesmo senso de liberdade que foi literalmente roubado do repórter da Rádio Bandeirantes.
A sociedade precisa aprender - desde o ensino fundamental - quais são as limitações do poder público e dos agentes públicos que ocupam cargos no sistema administrativo brasileiro.
Vou sintetizar o que preconiza o direito administrativo brasileiro sobre o tema, em algumas simples palavras, desprovidas do exarcebado e tradicional prolixismo jurídico.
No Estado democrático de direito, uma Constituição elaborada por representantes do povo estabelece a estrutura de seu funcionamento. No Estado de legalidade, a LEI cria os cargos e a LEI estabelece competências e funções. Somente depois, frize-se, SOMENTE DEPOIS, é que algum homem ou mulher ocupará o cargo (criado por lei) para trabalhar nos limites de suas funções (estabelecidas pela lei). O homem que toma posse de um cargo, não se confunde com o mesmo, nem com o rol de funções que exerce. Ele é obrigado a cumprir o que está PREVIAMENTE estabelecido pela Constituição e pela lei.
Nesse caso, a Constituição cria o órgão (Senado Federal), e o cargo (Senador), vindo a mesma e as leis inferiores a estipular-lhe a função. Quando um Senador, cargo de cúpula do sistema democrático, rouba um gravador de um repórter, ocorrem duas hipóteses de interpretação: 1. O Estado é despótico; 2. O Senador rompeu com o pacto federativo e se confundiu com o poder que ele representa (pois o poder pertence ao corpo social e não a coisa que ocupa o cargo público).
O Brasil precisa amadurecer essa percepção, até que se torne óbvio que a pessoa que ocupa um cargo de tamanha importância não pode permanecer nele se se desvia dos princípios que subsidiam a sua existência ou das regras democraticamente (ainda que não perfeitas) estabelecidas para o exercício de seu mister funcional.
O Brasil enquadra-se na segunda hipótese, o que deveria determinar a imediata apuração pelo Conselho de Ética do Senado e a expulsão do citado muar, digo, Senador, dos quadros institucionais do Senado.Ele não tem a menor idéia de como se comportar nos limites impostos pela Constituição Federal e ética é tudo o que não se evidencia a partir do comportamento demonstrado durante uma simples entrevista.
Não cabe aqui reclamar da imprensa, como se fosse um "maldoso quarto poder" que devesse ser controlado para que as pessoas não saibam o que devam saber, somente porque não se quer informar (em que pese se tratar de cargo público, portanto, sujeito mesmo à prestação de contas).
A reação do "Senador" foi a de um moleque grandão que quer impor a sua vontade, ameaçando de bater nos coleguinhas de rua se eles contarem que ainda faz xixi nas calças. A reação, quando é desproporcional à ação (que nesse caso foi legítima: indagar sobre gastos públicos), costuma ocultar a intenção.
Quando ouvi a entrevista, eu senti na voz dessa coisa que ocupa o Senado, tão logo respondeu sobre os gastos públicos, que intuiu a próxima pergunta da imprensa, isso porque a sua voz variou de frequência de tal sorte, que pude, como réles ouvinte da notícia (a reprodução sonora foi disponibilizada pelo jornal eletrônico), sentir que se arrependeu de responder sobre um tema que, indubitavelmente, daria margem à indagação acerca da superpensão dos ex-governadores. O repórter, mais tarimbado nesse tipo de percepção, deve ter sentido a mesma coisa e não se fez de rogado.
Para terminar, cabe um agravo para repudiar a cena que se seguiu, com a devolução do equipamento do repórter por alguém da equipe do "Senador" (o seu filhote?), agindo como se fosse um xerife do oeste norte-americano, olhar ameaçador e, pasmem, achando-se tão certo que mirava os crachás dos repórteres como quem perscruta os seus nomes para repreendê-los de alguma forma, algo do tipo "cuidado hein meu, que eu vou acabar com a sua carreira" ou o velho "você sabe com quem está falando, meu?!".
Políticos que se elegeram criticando a chamada "ditadura militar", agem de forma muito menos adequada do que os militares do regime anterior, e, em ambos os sistemas, o que há de velho é que o Brasil ainda não faz idéia do que é conviver num regime de civilização estruturada por sistemas legais estabelecidos pela própria sociedade, por meio de seu sistema de representação. O cargo e a função são impessoais. Ocupou-o, obriga-se, nos termos da lei, a seguir-lhe os princípios e os ditames legais.
O episódio me fez recordar do General Newton Cruz há muito tempo atrás. A diferença é que naquele episódio (os mais velhos devem se lembrar), o General quis tomar a câmara do repórter porque ele se recusou a gravar a sua reposta, enquanto o brucutu, digo, o Senador, fez exatamente o contrário, tomou o equipamento do repórter porque não quis que fosse gravado o que não queria responder (se é que isso é possível).
Vou me solidarizar com o Senador Brucutu e dar início a propaganda política direcionando sua aptidão para um cargo mais pertinente a sua natureza:
REQUIÃO PARA OS QUADROS DA....DA....DO....REQUIÃO PARA ....REQUIÃO: PÁRA!
Esse espaço nasce como um útero maduro, aguardando ansiosamente pela fertilização da inteligência de toda uma nação, na luta contra a abstração de um ente teratológico conhecido pelo cognome de "Estado". Para repensar a realidade desse ser imaginário que produz efeitos concretos na vida de todos nós, é que a vontade abriu de vez suas pernas às idéias que possam fecundar as almas que pensam, e as que não pensam assim.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O tico é o Batman. O teco é o Robin. A mulher gato representa a voz da inteligência brasileira. Apelido: ABIN
É inacreditável o que se pode encontrar fuçando os eletrônicos jornais de hoje. Eis que estava dando uma passeada pelas notícias do dia (15/04/2011), quando notei uma matéria que aludia à gramática e à ABIN, agência brasileira de ....agora não sei mais! A notícia comentava um vídeo divulgado no youtube em que, por meio de uma peça de teatro, a agência estava tentando ensinar a língua pátria aos seus funcionários e agentes, que permaneceram secretos no vídeo sob comento (depois entendi o porquê).
Imaginem o quadro: Batman, Robin e a Mulher Gato estabecendo um diálogo onde os heróis, enquanto tentavam capturar a temida vilã, escorregam na gramática e eram por ela corrigidos. Os protagonistas da estória se assemelhavam a alguns personagens da história que governaram alguns países existentes por aí. A única diferença é que no mundo do teatro, todos as personagens podem expressar o que realmente pensam e a dupla de heróis esquizofrênicos parecia, naquele contexto, não apenas os heróis que assassinavam o português, mas idiotas comportamentais que não tinham a menor condição de compreender os ensinamentos da representante do mal, que de mal externava apenas o gosto. A mulher gato, foragida da lei no enredo apresentado, parecia, perto da dupla dinâmica, uma eleita da Acadêmia Brasileira de Letras e a dupla débil, uma dupla débil. Ora, no teatro, se uma dupla débil não representa outra coisa senão (palavra cujo uso é explicado na peça) uma dupla débil, o que se não dirá de todos aqueles que foram obrigados a assistir ao filme? O que se dirá, ainda, daqueles que tiveram a idéia de obrigá-los a assistir.
O endereço eletrônico para o acesso ao vídeo ficará abaixo apontado para que todos possam dimensionar aquilo que se pretende entendido. Ao acessá-lo, tenha em mente que: 1. Foi produzido pela Agência Brasileira de Inteligência, órgão responsável, dentre outros, por acessorar o Presidente da República na tomada de decisões importantes e estratégicas para o desenvolvimento nacional; 2. Teve o fito de ensinar a utilização e a compreensão do vernáculo a um público que deveria, em tese, dominá-lo, na medida em que boa parte do labor dessa turma e fuçar documentos, veículos de informação, etc., buscando peneirá-los em suas aparentes contradições para assessorar à Presidência da República; 3. Público esse que ingressou nos quadros do órgão por meio de concurso público (o que deveria ser investigado seriamente pelos agentes de fiscalização e controle das ações de Estado), portanto, deveriam estar em condições de aplicar o seu conhecimento no dia à dia de sua profissão (análise de informações). Assistam ao vídeo tendo em conta que tem em seu objeto um órgão de inteligência e não um órgão de débeis mentais. Tentem imaginar dezenas ou centenas de servidores públicos assistindo aquela peça por ordem de um superior hierárquico e lembrem, a segurança institucional do Brasil depende deles. Opa, um sorvete na testa para alegrar a perspectiva que temos de um dia nos tornarmos uma nação vocacionada à liderança.
Rui Barbosa no início do século passado já alertava aos jovens sob os perigos de elevar agentes incultos e investí-los de poder, e, o que é pior, expor essa trupe ao estrangeiro e apresentá-la como a nata do que há de melhor no país. Por isso ele morreu (tese acatável);
O DÃ e o HÃ andavam no jardim do Édem, quando apareceu a serpente e disse: Batman! Uma música de fundo surgiu açoitando os ouvidos inocentes de ambos: era a música do Batman a que o Robin aderiu. A mulher gato, imediatamente proferiu o célebre e mágico comando: Fiat Putz. E todos conheceram o Putz, que se espalhou no cérebro de todos os brasileiros, até que, num arroubo de luz, nasceu a ABIN. (escutem a música de fundo....tanananananatananananananana). Adoro pagar impostos!!!! Divirta-se: http://youtu.be/M6JVZJ4xg_s
Imaginem o quadro: Batman, Robin e a Mulher Gato estabecendo um diálogo onde os heróis, enquanto tentavam capturar a temida vilã, escorregam na gramática e eram por ela corrigidos. Os protagonistas da estória se assemelhavam a alguns personagens da história que governaram alguns países existentes por aí. A única diferença é que no mundo do teatro, todos as personagens podem expressar o que realmente pensam e a dupla de heróis esquizofrênicos parecia, naquele contexto, não apenas os heróis que assassinavam o português, mas idiotas comportamentais que não tinham a menor condição de compreender os ensinamentos da representante do mal, que de mal externava apenas o gosto. A mulher gato, foragida da lei no enredo apresentado, parecia, perto da dupla dinâmica, uma eleita da Acadêmia Brasileira de Letras e a dupla débil, uma dupla débil. Ora, no teatro, se uma dupla débil não representa outra coisa senão (palavra cujo uso é explicado na peça) uma dupla débil, o que se não dirá de todos aqueles que foram obrigados a assistir ao filme? O que se dirá, ainda, daqueles que tiveram a idéia de obrigá-los a assistir.
O endereço eletrônico para o acesso ao vídeo ficará abaixo apontado para que todos possam dimensionar aquilo que se pretende entendido. Ao acessá-lo, tenha em mente que: 1. Foi produzido pela Agência Brasileira de Inteligência, órgão responsável, dentre outros, por acessorar o Presidente da República na tomada de decisões importantes e estratégicas para o desenvolvimento nacional; 2. Teve o fito de ensinar a utilização e a compreensão do vernáculo a um público que deveria, em tese, dominá-lo, na medida em que boa parte do labor dessa turma e fuçar documentos, veículos de informação, etc., buscando peneirá-los em suas aparentes contradições para assessorar à Presidência da República; 3. Público esse que ingressou nos quadros do órgão por meio de concurso público (o que deveria ser investigado seriamente pelos agentes de fiscalização e controle das ações de Estado), portanto, deveriam estar em condições de aplicar o seu conhecimento no dia à dia de sua profissão (análise de informações). Assistam ao vídeo tendo em conta que tem em seu objeto um órgão de inteligência e não um órgão de débeis mentais. Tentem imaginar dezenas ou centenas de servidores públicos assistindo aquela peça por ordem de um superior hierárquico e lembrem, a segurança institucional do Brasil depende deles. Opa, um sorvete na testa para alegrar a perspectiva que temos de um dia nos tornarmos uma nação vocacionada à liderança.
Rui Barbosa no início do século passado já alertava aos jovens sob os perigos de elevar agentes incultos e investí-los de poder, e, o que é pior, expor essa trupe ao estrangeiro e apresentá-la como a nata do que há de melhor no país. Por isso ele morreu (tese acatável);
O DÃ e o HÃ andavam no jardim do Édem, quando apareceu a serpente e disse: Batman! Uma música de fundo surgiu açoitando os ouvidos inocentes de ambos: era a música do Batman a que o Robin aderiu. A mulher gato, imediatamente proferiu o célebre e mágico comando: Fiat Putz. E todos conheceram o Putz, que se espalhou no cérebro de todos os brasileiros, até que, num arroubo de luz, nasceu a ABIN. (escutem a música de fundo....tanananananatananananananana). Adoro pagar impostos!!!! Divirta-se: http://youtu.be/M6JVZJ4xg_s
quarta-feira, 16 de março de 2011
Carcará: pega, mata e come o dinheiro público.
Hoje me deparei com uma matéria publicada no jornal "O Globo" difícil de introjetar. Noticia-se que Maria Bethânia teria recebido R$ 1.200.000,00 para montar um blog, cujo conteúdo, além do normal, contaria com a participação da referida artista interpretando algumas poesias especialmente escolhidas para tanto.
Considero Maria a melhor intérprete viva do momento e admiro muito o trabalho que realiza interpretando textos e poesias de autores famosos, como Fernando Pessoa, Castro Alves, etc., todavia, não posso deixar de registrar - confirmada a informação - minha mais profunda decepção. Que o Ministério da Cultura transmutou-se em Centro de Deformação das finalidades intrínsecas esculpidas no texto constitucional, um lugar onde o amigo do amigo do rei é saudado como fonte provável de uma erudição carimbada pelo filho da puta que o outro filho da puta colocou lá, em cargo ocupado em comissão, não se constitui novidade, mas que artistas como Maria Bethania, sujeitar-se-iam a aceitar tamanha soma para viabilizar uma coisa tão trivial, realmente me surpreendeu.
É chegada a hora do povo compreender porque muitos artistas se reunem em torno de animais políticos que tentam cooptar sua inteligência em busca de votos. Para não me alongar no assunto, remeto o leitor a matéria anteriormente publicada (20/07/2010), sob o título "O estado da cultura nacional que o Estado patrocina " .
Artistas que cultuaram em suas obras o repúdio à imoralidade, a defesa do pobre e oprimido, a justiça social, o trabalhador e outros temas popularescos, vem demonstrando que sua alma pode, na verdade, estar recheada de dólares, dinheiro público fácil, politicagem e outras sacanagens que são geradas em solo pátrio há séculos.
Quem está no comando do Ministério da Cultura atualmente? O Sarney? Não! (responde alguém). O Collor? (não!). O Paulo Maluf então!? (não porra!). Um general da ditadura militar? (eta, sai fora meu!). O alguém que sabe assopra que é irmã de um grande compositor que fez um grande show no canecão com Maria, mas eu não entendo de MPB e fico babando diante de tanta ignorância de minha parte.
Carcará é uma ave que avoa que nem gavião....não...Carcará é um espírito de porco que finge que luta a favor dos oprimidos em troca de um milhão...
Alguém poderia me emprestar um milhão e duzentos mil para eu declamar poesias nesse blog?
Fica solicitada escusas se a matéria não tiver embasamento fático ou factível, mas se crível, então é incrível que ninguém faça nada para apurar tamanha falcatrua cultural, política e prejudiciosa ao erário público.
Quando se fala em incentivo à cultura, que não se entenda que o Estado deve cooptar artistas para barganhar possibilidades, estranhas ao conceito de eticidade, nem consolidar o deplorável pelo amor ao enauseante, mas se quer dizer que a "sociedade" deve se mobiliar para fomentar possibilidades que viabilizem a liberdade de expressão, preferencialmente, de forma a contribuir com o aprimoramento da inteligência coletiva, se não de toda a nação, ao menos de Santo Amaro.
Calhordas: desuni-vos!
Considero Maria a melhor intérprete viva do momento e admiro muito o trabalho que realiza interpretando textos e poesias de autores famosos, como Fernando Pessoa, Castro Alves, etc., todavia, não posso deixar de registrar - confirmada a informação - minha mais profunda decepção. Que o Ministério da Cultura transmutou-se em Centro de Deformação das finalidades intrínsecas esculpidas no texto constitucional, um lugar onde o amigo do amigo do rei é saudado como fonte provável de uma erudição carimbada pelo filho da puta que o outro filho da puta colocou lá, em cargo ocupado em comissão, não se constitui novidade, mas que artistas como Maria Bethania, sujeitar-se-iam a aceitar tamanha soma para viabilizar uma coisa tão trivial, realmente me surpreendeu.
É chegada a hora do povo compreender porque muitos artistas se reunem em torno de animais políticos que tentam cooptar sua inteligência em busca de votos. Para não me alongar no assunto, remeto o leitor a matéria anteriormente publicada (20/07/2010), sob o título "O estado da cultura nacional que o Estado patrocina " .
Artistas que cultuaram em suas obras o repúdio à imoralidade, a defesa do pobre e oprimido, a justiça social, o trabalhador e outros temas popularescos, vem demonstrando que sua alma pode, na verdade, estar recheada de dólares, dinheiro público fácil, politicagem e outras sacanagens que são geradas em solo pátrio há séculos.
Quem está no comando do Ministério da Cultura atualmente? O Sarney? Não! (responde alguém). O Collor? (não!). O Paulo Maluf então!? (não porra!). Um general da ditadura militar? (eta, sai fora meu!). O alguém que sabe assopra que é irmã de um grande compositor que fez um grande show no canecão com Maria, mas eu não entendo de MPB e fico babando diante de tanta ignorância de minha parte.
Carcará é uma ave que avoa que nem gavião....não...Carcará é um espírito de porco que finge que luta a favor dos oprimidos em troca de um milhão...
Alguém poderia me emprestar um milhão e duzentos mil para eu declamar poesias nesse blog?
Fica solicitada escusas se a matéria não tiver embasamento fático ou factível, mas se crível, então é incrível que ninguém faça nada para apurar tamanha falcatrua cultural, política e prejudiciosa ao erário público.
Quando se fala em incentivo à cultura, que não se entenda que o Estado deve cooptar artistas para barganhar possibilidades, estranhas ao conceito de eticidade, nem consolidar o deplorável pelo amor ao enauseante, mas se quer dizer que a "sociedade" deve se mobiliar para fomentar possibilidades que viabilizem a liberdade de expressão, preferencialmente, de forma a contribuir com o aprimoramento da inteligência coletiva, se não de toda a nação, ao menos de Santo Amaro.
Calhordas: desuni-vos!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Ajustando o nariz longe dos óculos.
Em relação à matéria anterior, quando se abordava sobre miopias e coisas afins, registramos que o jornal Folha de São Paulo anotou o sucesso do empreendimento (palestra de Lula aos empresários), com cerca de duas mil pessoas assistentes (no sentido de assistir com os olhos, míopes ou não), havendo o evento sido patrocinado pela empresa IG e por "clientes e parceiros", o que, se verdadeiro o cachê cobrado por Lula (é claro, isso só pode ser uma peça teatral), ele praticamente garantiu uma aponsentadoria muito maior do que aquela constante da tabela instituída pelo INSS para animais comuns e do povo.
Não lembro o que escrevemos na matéria anterior (o pior cego é o que não quer ver) e estou sem óculos no momento, razão pela qual não vou arriscar comentar o assunto (em terra de cego que tem óculos as vezes prefere esquecê-lo na gaveta).
Onde estão as minhas mãos!!??
Ei!! Quem apagou as luzes?
Não lembro o que escrevemos na matéria anterior (o pior cego é o que não quer ver) e estou sem óculos no momento, razão pela qual não vou arriscar comentar o assunto (em terra de cego que tem óculos as vezes prefere esquecê-lo na gaveta).
Onde estão as minhas mãos!!??
Ei!! Quem apagou as luzes?
quarta-feira, 2 de março de 2011
Em terra de cegos, quem tem miopia não pode afirmar que viu.
Estava lendo o jornal Folha de São Paulo na internet, quando me deparei com uma notícia imprensada do lado direito de quem ao jornal lê, dando conta que nosso excelentíssimo ex-Presidente da República vem faturando alto com palestras a empresários interessados em ouvir acerca de suas experiências e, pasmem, seus conselhos econômicos.
Achei curioso que um ex-metalúrgico, ex-socialista, ex-sindicalista, pudesse congregar empresários ao seu redor para dar, dentre outros, lições de economia. Haveria se tornado também um ex-analfabeto econômico ou um ex-idiota que combatia o capital até chegar à Capital do país?
Enquanto lia a notícia imprensada na tela, comecei a questionar minha própria capacidade de lidar com mudanças, bem como o excesso de severidade com que julgava o meu próximo. Porque esse personagem de nossa história havia finalmente encontrado o seu "eu interior" e descoberto que sua grande paixão era mesmo o capital (não me refiro a obra de Karl Marx), após haver embarcado na Capital e conhecido o Capitolum e o Presidente Obama, isso não seria motivo para repudiá-lo, repugná-lo ou deixar de amá-lo, ainda que sua história política tenha sido construída através de uma personagem criada pela Ford, que berrava em megafones que o povo unido jamais seria vencido, criara o partido (desmantelado?) dos trabalhadores e combatia o mesmo FMI para quem autorizou o empréstimo de milhões de dólares em seu governo.
Envergonhado, culpei-me pelos sentimentos que brotavam da minha alma. Afinal de contas, todos tem o direito de mudar e se o Lula compreendeu a importância da livre iniciativa, porque não aplaudi-lo e prestigiar as suas palestras?
A notícia deu conta de que estaria cobrando cerca de R$ 200.000,00 (duzentos mil Reais) por palestra e que sua agenda estaria lotada. Ora bolas, o que tem isso de mais? (ruminava meu "eu inferior" esquisofrenando o embalo daquelas indagações impertinentes).
Para o estrangeiro, o valor era bem maior, informava o respeitável veículo de imprensa, imprensando a nota sobre o fato do lado direito de quem olha a tela do computador.
Ironias à parte, o que um analfabeto que não consegue sequer falar direito poderia ensinar à Votorantim, à Gerdau, à empreiteira Essa e Aquela? Reposta: "informações privilegiadas".
Virou moda ex-presidentes da réles pública sobrevier de palestras cobrando quantias consideráveis (o jornal informa que o Fernando Henrique cobra em torno de cento e vinte mil) e, se como políticos não entendem porra nenhuma de economia, a única explicação viável aponta para o fato de que, desde a era Clinton nos Estados Unidos (que iniciou o modelo em amplitude internacional), inventou-se uma nova forma de vender informações privilegiadas: "fingir que vai dar uma palestra".
Ei, berrou a minha consciência: "você não pode pensar assim. É mesquinho e você não pode provar!".
Então eu acordei desse pesadelo que me acossou a paz durante virtuais segundos e, suado, pude constatar que tudo, exceto a notícia que eu li, não passara de um preciosismo de minha mente, mentindo para a minha realidade, na concepção de meus adormecidos traumas existenciais. Sigmund , o psicólogo, sorriu de mim ao lado de Dante.
Claro, pensei: "por duzentos mil Reais o Lula pode ensinar os empresários a ganhar dinheiro né!?
Claro, se o espaço alugado para receber os interessados comportar cerca de duzentos lugares, o "ingresso" custaria cerca de mil Reais. Mil Reais para ouvir o Lula falar......já ouvimos falar em lavagem de dinheiro, mas de informações privilegiadas.....cchhhiiiuuu! alertou minha consciência.
Claro. Todos tem o direito de se reunir pacificamente. Vou me reunir com o bom senso de toda uma nação (bem longe de Lulópolis, de preferência).
Achei curioso que um ex-metalúrgico, ex-socialista, ex-sindicalista, pudesse congregar empresários ao seu redor para dar, dentre outros, lições de economia. Haveria se tornado também um ex-analfabeto econômico ou um ex-idiota que combatia o capital até chegar à Capital do país?
Enquanto lia a notícia imprensada na tela, comecei a questionar minha própria capacidade de lidar com mudanças, bem como o excesso de severidade com que julgava o meu próximo. Porque esse personagem de nossa história havia finalmente encontrado o seu "eu interior" e descoberto que sua grande paixão era mesmo o capital (não me refiro a obra de Karl Marx), após haver embarcado na Capital e conhecido o Capitolum e o Presidente Obama, isso não seria motivo para repudiá-lo, repugná-lo ou deixar de amá-lo, ainda que sua história política tenha sido construída através de uma personagem criada pela Ford, que berrava em megafones que o povo unido jamais seria vencido, criara o partido (desmantelado?) dos trabalhadores e combatia o mesmo FMI para quem autorizou o empréstimo de milhões de dólares em seu governo.
Envergonhado, culpei-me pelos sentimentos que brotavam da minha alma. Afinal de contas, todos tem o direito de mudar e se o Lula compreendeu a importância da livre iniciativa, porque não aplaudi-lo e prestigiar as suas palestras?
A notícia deu conta de que estaria cobrando cerca de R$ 200.000,00 (duzentos mil Reais) por palestra e que sua agenda estaria lotada. Ora bolas, o que tem isso de mais? (ruminava meu "eu inferior" esquisofrenando o embalo daquelas indagações impertinentes).
Para o estrangeiro, o valor era bem maior, informava o respeitável veículo de imprensa, imprensando a nota sobre o fato do lado direito de quem olha a tela do computador.
Ironias à parte, o que um analfabeto que não consegue sequer falar direito poderia ensinar à Votorantim, à Gerdau, à empreiteira Essa e Aquela? Reposta: "informações privilegiadas".
Virou moda ex-presidentes da réles pública sobrevier de palestras cobrando quantias consideráveis (o jornal informa que o Fernando Henrique cobra em torno de cento e vinte mil) e, se como políticos não entendem porra nenhuma de economia, a única explicação viável aponta para o fato de que, desde a era Clinton nos Estados Unidos (que iniciou o modelo em amplitude internacional), inventou-se uma nova forma de vender informações privilegiadas: "fingir que vai dar uma palestra".
Ei, berrou a minha consciência: "você não pode pensar assim. É mesquinho e você não pode provar!".
Então eu acordei desse pesadelo que me acossou a paz durante virtuais segundos e, suado, pude constatar que tudo, exceto a notícia que eu li, não passara de um preciosismo de minha mente, mentindo para a minha realidade, na concepção de meus adormecidos traumas existenciais. Sigmund , o psicólogo, sorriu de mim ao lado de Dante.
Claro, pensei: "por duzentos mil Reais o Lula pode ensinar os empresários a ganhar dinheiro né!?
Claro, se o espaço alugado para receber os interessados comportar cerca de duzentos lugares, o "ingresso" custaria cerca de mil Reais. Mil Reais para ouvir o Lula falar......já ouvimos falar em lavagem de dinheiro, mas de informações privilegiadas.....cchhhiiiuuu! alertou minha consciência.
Claro. Todos tem o direito de se reunir pacificamente. Vou me reunir com o bom senso de toda uma nação (bem longe de Lulópolis, de preferência).
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Afinal de contas, não custa contar (ou: quando o hã!? e o dã?! se encontraram).
Recentemente foi divulgado pela imprensa nacional um caso que entrará para (ou pelo?) os anais da história da administração pública brasileira como sendo o caso mais....mais....mais...sei lá entende?
Eu ia dizer esquisito mas me dei conta que esquisito é achar o caso esquisito, já que a leviandade no uso e controle de recursos públicos é mais comum que escrever sobre quaisquer leviandades.
Apartemo-nos dos prolegômenos e abordemos logo acerca dos inergúmenos. Nós atados por laços culturais incontestavelmente incontestes, que vinculam o passado cultural herdado das debilidades mentais que aportaram na terra sem mal, há alguns séculos atrás, com a mesma debilidade travestida de novos tempos, conhecida sob a alcunha de democracia, traduzida como o sistema onde todos podem mentir sem distinção de raça, credo, origem ou classe social.
Noticiou-se que o Presidente do Tribunal de Contas da União , órgão responsável por fiscalizar as contas apresentadas por entes públicos, recebia altos valores para proferir palestras por ai, aduzindo sobre, pasmem, "ética e administração pública eficiente", sendo patrocinado pela Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Banco do Brasil, etc. do Brasil e PQP do Brasil Sociedade Anônima. Entes que, diga-se de passagem, deveriam ser fiscalizados pelo TCU (embora lembre outra coisa é a abreviatura de Tribunal de Contas da União).
Alguém precisa informar a esse senhor (e algumas pessoas próximas que se beneficaram da união de esforços em prol da união de interesses apublicizados), que o Tribunal de Contas da União não tem esse nome porque busca unir o útil ao agradável, mas foi batizado assim porque deve auxiliar o Poder Legislativo a fiscalizar os recursos orçamentários aprovados pela sociedade, através de seus representantes legais.
Estamos chegando num ponto em que as instituições criadas pelo legislador constituinte para manter a integridade moral e legal do Estado, buscando a harmonia de poderes a eficiência de seu mister constitucional, atuam com total desprezo as regras de direito mais comezinhas, regras que, não fossem de direito (e constitucional), ainda assim deveriam ser observadas por qualquer pessoa, porque não dizem respeito a um complexo sistema legal que raramente se vê aplicado, mais a um imperativo de consciência de um nível tal, que qualquer criança poderia compreender.
Não existe a regra que determine "não seja sem vergonha", mas não ser "sem vergonha" é uma obrigação natural que decorre da regra (essa sim legal) que impele à administração pública a observar o princípio da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da eficiência. Não aludi ao princípio da publicidade de vergonha. Como poderia incluí-lo no contexto dessa frase sem corar diante do fato de que a publicidade pode ter sido evidenciada, o que, querido leitor, pode estar significando que tudo ocorreu de forma pública, talvez registrada no Diário Oficial da União. A união entre a contradição e maledição: o desprezível.
Fica aqui o aviso para que, ao votar ou apoiar medidas que impliquem na maior participação do Estado no cotidiano privado da nação, sob o pretexto da "ajuda aos pobres", da "regulamentação", do "controle das irregularidades", os leitores pensem e repensem mil vezes antes de contribuir para a implantação de uma espécie de máfia institucionalizada, cujos chefes ainda recebem o pronome de tratamento "Vossa Excelência". Obrigado Vossa Excelência pela sua majestosa corruptela, para não dizer corrupissão, a corruptela da expressão que melhor traduz nosso intencional equívoco gramatical.
Preciso ir a uma palestra, por isso devo me despedir.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
2011: Brasil sejas liberto de ti mesmo, na parte que não te toca.
A Genetriz Estatal deseja a todos um ano novo novo, porque cansamos de acomodar o novo no contexto do mesmo que apenas mudou de ano. Não é, pois, a mudança de data que determina novos tempos, mas a mudança de postura diante de todas as imposturas que a continuidade poderia sugerir, como ser o mesmo num ano diferente, ou transformar todo um ano - vindouro - na poeira de um devir manjado, calejado e existencialmente desgastante, como se já soubessemos do infortúnio previsível representado pela total ausência de novidade.
Que esses dias eternos que se aproximam, eternizem a todos novas oportunidades, novos focos, novos desejos, novas perspectivas, diante de si mesmos, do outro e do todo que isso representa.
Que a nossa alma engravide de si mesma e que nada precise mesmo ser dito, exceto o obrigado que desconcerta toda e qualquer intolerância, premeditada ou não.
Que o Estado seja um ente invisível mais que estruturado, para poder servir mais que desagregar ou enganar.
Que o homem ignorante busque o conhecimento de si, para que o sábio possa difundir o conhecimento de nós, mas nós que não atam cordialidades naturalmente evidenciáveis.
Que o povo se ligue no fato de que ligados são mais fortes do que qualquer discurso, e que toda a velharia de política idosa faleça ante os nossos olhos e nossas escolas de samba, de ensinar e aprender probabilidades factíveis.
Que os pais não deleguem a criação de seus filhos a entes abstratamente criados, e que os filhos produzam sempre frutos mais aprimorados que seus pais, para poderem ensiná-los como fazer bem sem olhar a quem.
Que os professores aprendam a limpar de sua alma o grude de uma política burramente estatizante e joguem no lixo, após separá-los para reciclagem, todo o vício de aprisionar mentes infantis e juvenis, à idéia aburda de que se deve mesmo obedecer a governos incultos, apenas porque pagam o seu salário no final do mês. Deus os alimente com uma porção de coragem civil.
Que aqueles que reclamam da corrupção não alterem suas balanças, não errem no troco, não coloquem o preço errado nos seus produtos, não sabotem os dentes de seus clientes por dinheiro, não prognostiquem doenças que nunca existiram e não receitem remédios pelo afã de receber comissões ilicitamente contratadas com laboratórios e indústrias químicas.
Nós nos propusemos a defesa da tese de que fomos nós quem criou o Estado, e, como criação, este deveria nos servir e nos obedecer e não o contrário. Como alterar o curso das coisas se nós, diante do espelho de nós mesmos, agimos em dissenso com o que desejamos e que estado de coisas geramos quando a intenção não corresponde ao gesto.
Que 2011 seja o novo início de algo verdadeiramente novo. Um novo coletivamente inovador.
Genetriz Estatal estará a disposição de todo e qualquer brasileiro que deseje interagir com a multiplicidade de opniões possíveis no sentido de rever a relação homem e Estado, contribuindo (assim se espera) para que essa abstração criada para nos servir reflita melhor a alma e a expectativa de todos nós.
Todos nós sem exceção, exceto os nós que venham a insistir no intento de atar possibilidades mais estimulantes.
Feliz 2012 a todos!!
Que esses dias eternos que se aproximam, eternizem a todos novas oportunidades, novos focos, novos desejos, novas perspectivas, diante de si mesmos, do outro e do todo que isso representa.
Que a nossa alma engravide de si mesma e que nada precise mesmo ser dito, exceto o obrigado que desconcerta toda e qualquer intolerância, premeditada ou não.
Que o Estado seja um ente invisível mais que estruturado, para poder servir mais que desagregar ou enganar.
Que o homem ignorante busque o conhecimento de si, para que o sábio possa difundir o conhecimento de nós, mas nós que não atam cordialidades naturalmente evidenciáveis.
Que o povo se ligue no fato de que ligados são mais fortes do que qualquer discurso, e que toda a velharia de política idosa faleça ante os nossos olhos e nossas escolas de samba, de ensinar e aprender probabilidades factíveis.
Que os pais não deleguem a criação de seus filhos a entes abstratamente criados, e que os filhos produzam sempre frutos mais aprimorados que seus pais, para poderem ensiná-los como fazer bem sem olhar a quem.
Que os professores aprendam a limpar de sua alma o grude de uma política burramente estatizante e joguem no lixo, após separá-los para reciclagem, todo o vício de aprisionar mentes infantis e juvenis, à idéia aburda de que se deve mesmo obedecer a governos incultos, apenas porque pagam o seu salário no final do mês. Deus os alimente com uma porção de coragem civil.
Que aqueles que reclamam da corrupção não alterem suas balanças, não errem no troco, não coloquem o preço errado nos seus produtos, não sabotem os dentes de seus clientes por dinheiro, não prognostiquem doenças que nunca existiram e não receitem remédios pelo afã de receber comissões ilicitamente contratadas com laboratórios e indústrias químicas.
Nós nos propusemos a defesa da tese de que fomos nós quem criou o Estado, e, como criação, este deveria nos servir e nos obedecer e não o contrário. Como alterar o curso das coisas se nós, diante do espelho de nós mesmos, agimos em dissenso com o que desejamos e que estado de coisas geramos quando a intenção não corresponde ao gesto.
Que 2011 seja o novo início de algo verdadeiramente novo. Um novo coletivamente inovador.
Genetriz Estatal estará a disposição de todo e qualquer brasileiro que deseje interagir com a multiplicidade de opniões possíveis no sentido de rever a relação homem e Estado, contribuindo (assim se espera) para que essa abstração criada para nos servir reflita melhor a alma e a expectativa de todos nós.
Todos nós sem exceção, exceto os nós que venham a insistir no intento de atar possibilidades mais estimulantes.
Feliz 2012 a todos!!
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